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Introdução
Olá, amigas e amigos! Tem-se andado
à procura de saber “que coisa são as nuvens”. Ora, tentando nós
tal descoberta e responder a esta pergunta, teceremos aqui várias
considerações, mas todas elas convergindo para confirmar a nossa hipótese de
resposta, que, também em forma de pergunta, já adiantamos para título geral
deste trabalho.
Aliás, se bem repararmos, esta nossa
hipótese corre, em fundo, muitos textos deste blog, começando logo pelo
primeiro, em que se fala de um tal pensador Abelardo.
Se se confirmar esta nossa hipótese
de que as nuvens podem ser esconderijo onde metemos e guardamos as nossas
ilusões, então, de forma jocosa mas também amiga, poderemos proclamar “Abaixo
os Nefelibatas, pim”, assim adequando a este nosso caso aquilo que o Negreiros
disse do seu Dantas.
Dito de outra, mas semelhante
maneira: Em “Que coisa são as nuvens” - uma coluna produzida para o
Expresso e da autoria do padre e
poeta Tolentino Mendonça -, há textos muito belos. Mas o que agora precisamos
de saber é se todos eles, para além da beleza, têm sempre raízes que os agarrem
à terra, se têm seguro fundamento racional, ou se, por vezes e pelo contrário,
eles mais parecem jardins muito belos mas suspensos no ar, mais parecem nuvens
de encantamento e talvez até de algumas ilusões.
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