domingo, 3 de março de 2013

135 - O Tabernáculo da minha Intimidade


1 - Olá! Na minha intimidade, a sós, é quando eu posso estar mais acompanhado: os pensamentos que então germinam ou me traz a água da memória vêm ter comigo, eu estou com eles, e até me posso ver com eles e neles no espelho da reflexão. Este é o soberano domínio do meu espírito, mundo impassível, mundo como que fora do tempo.

2 - Descendo agora desse mundo fora do tempo, também posso estar com o meu ser corpóreo, com o meu “eu” histórico, o meu “eu” das vicissitudes e do tempo, o meu “eu” mortal. E então, eu posso sentir na alma a força ou a debilidade das paixões, que à alma sobem vindas do corpo. Este é mundo do desejo e do coração, que sempre se faz sentir na ampla sala da alma.

3 - Muito vivos mas também muito belos diálogos se podem travar aí, nessa sala mental, entre o frio e impassível espírito e o apaixonado coração, aquecido de desejos. Ganha um? Ganha outro? O que importa é nenhum ganhar nem perder, mas entenderem-se os dois numa boa cumplicidade. Tudo é limitado para o corpo, como também afinal para o espírito, de sorte que o melhor caminho será os dois entenderem-se. Entenderem-se para eu me conhecer melhor a mim próprio, melhor conhecer o mundo, e viver melhor.

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