quarta-feira, 13 de junho de 2012

71 - Bom, Mau e Indiferente

Olá! Como já vimos, enquanto não olhamos para as coisas, elas não são boas nem más, mas simplesmente coisas. Porque nós é que, na nossa perspectiva, as fazemos boas ou más ou simplesmente indiferentes. Sempre portanto em relação a nós, na nossa perspectiva. Assim, o bom, o mau e o indiferente aplicados às coisas, nós é que os criamos e aplicamos.
Mas temos de ver muito bem esses conceitos. Porque, muitas vezes, há coisas que agora ou à primeira vista nos parecem boas, mas depois redundam em más ou indiferentes; como também há, ao primeiro olhar, coisas más que depois se nos tornam boas ou indiferentes; e também coisas indiferentes que, também depois, podem virar boas ou más.
Em relação à possível bondade ou maldade ou indiferença das coisas, para mim, eu tenho de me pensar na profundidade do meu ser e na globalidade do percurso da minha vida. Como também entender que o meu bem não exclui mas se interpenetra com o dos outros. Portanto, não podemos ver as coisas só a curta distância e superficialmente; é preciso vê-las em profundidade e ao longo de toda a vida, e como seres sociais que congenitamente somos.   
A definição de “bom” e de “mau” e de “indiferente” varia um tanto de indivíduo para indivíduo, mas, no fundamental, porque somos todos humanos, conseguimos entender-nos. Correctamente entendidos, promover o meu bem e o bem comum – não há um sem o outro – são o grande critério a seguir em todo este jogo.
É por tudo isto que, no pino do Inverno, a menina e o rapazinho e o adulto aceitam trocar o quentinho de entre os lençóis pelo desconforto da escola e do emprego, em vista de alcançarem um bem maior e duradoiro para as suas vidas, e de outrossim evitarem um mal pior; e também por isto é bom aceitarmos a sabedoria popular que nos diz “guarda o que não presta e terás o que precisas”: e ainda é bom fazermos aos outros aquilo que gostamos que nos façam.

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