2 – Fez bem Fiolhais em relacionar os citados cientistas
físicos com o contexto socio-cultural em que viviam, para nele averiguar das
suas crenças. É que um cientista, enquanto tal, nunca pode chegar à certeza, e
muito menos à verdade de que Deus existe ou não existe, pela simples razão de
que a ciência física não pode ter como objecto de estudo o Deus que é
Transcendente a este mundo sensível em que vivemos. Por isso, sozinha, a
ciência não pode ser determinante e decisiva para conduzir o cientista a essa
existência ou não existência, embora aqui deva afirmar-se que o pode
influenciar para uma ou outra dessas duas direcções.
O que portanto será geralmente determinante e decisivo, neste
caso, será o contexto socio-cultural em que cada
um desses homens (por acaso
cientistas) vivia, sobretudo se a tal contexto se juntar o impulso pessoal do coração
que leva à fé, (portanto à crença de que Deus existe ou não existe), levando uns desses homens a acreditar que Ele existe,
e outros que não existe. Mas a
ciência, como já foi dito, pode ajudar numa ou noutra direcção, como terá
acontecido com Schrodinger.
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